quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Fim de expediente...

No final do expediente de trabalho sempre me pergunto se aprendi algo novo e melhorei em algo. Caso não tenha feito, anoto o que preciso aprender na manhã do dia seguinte, principalmente em relação ao meu ramo de negócio.
 
Agora é caminhar 25 min (a algum tempo suspendi o uso de metro pra poupar e fazer algum exercício) ouvindo música ou um livro, passar no mercado, fazer o jantar e descansar. Depois vem sexta-feira e sábado, e no domingo ainda saio pra panfletar aqui na região (prefiro ver como um passeio).
 
Impressionante como detesto transporte público, mesmo aqui no "primeiro mundo" prefiro andar a pé. Não faz sentido pra mim poupar 10 minutos de viagem naquela lata de sardinhas.
 
Preciso voltar a fazer exercícios, arrumar uns pesos e instalar uma barra em casa.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Isenção de impostos e aposentados em Portugal

Por acaso assisti esta notícia falando sobre estrangeiros terem vantagens fiscais em Portugal. É por isso que vejo tantos aposentados franceses aqui, inclusive me chamou atenção por muitos deles serem meus clientes (e dos que mais gastam). Os preços baixos, segurança e o excelente clima em Portugal atraem gente da Europa inteira. Até onde eu sei, aposentados Brasileiros ganham isenções também. Vale muito a pena consultar como ser "residente não habitual", pois em Portugal se vive bem com "pouco" dinheiro e no Brasil, se aposentar com pouco dinheiro é pular da frigideira para o fogo.
 
Já fui à Paris, passei 4 dias lá perambulando pelo centro da cidade e curtindo muito a arquitetura fantástica. Para quem tiver a chance, eu recomendo bastante fazer um tour a pé observando que cada prédio é um monumento, além de ir no castelo de Versailles onde se pode passear por um dia inteiro. Aquilo é pura e simplesmente maravilhoso. Gostei de Paris pois a cidade exala poder e é muito majestosa, e acho que as capitais europeias estão perdendo ou já perderam isso, por favor, nada a ver com Brasília e sua arquitetura comunista horrível.
 
Charles Martel, criador da cavalaria pesada e pesadelo
dos vikings e invasores muçulmanos.
 
 
Dito isso o custo de vida na França é bastante alto pois o país a meu ver, é socialista, e com o passar do tempo as pessoas que não são ligadas ao estado fogem do socialismo e de sua carga de impostos. Também para os níveis europeus, é um país com bastante crime, usuários de drogas e assaltos. Quando peguei o trem do aeroporto até o centro da cidade, passei por vários locais que pareciam a ser nas favelas da grande São Paulo. Combine isenção de impostos, baixo custo de vida e de imóveis (cuidado, isso quase sempre significa níveis altos de desemprego), e segurança, e você tem o país perfeito para se aposentar.

O oposto ocorre, sim. Já conheci aqui muitos portugueses com parentes que vão à França, muito mais industrializada, para fazer um pé de meia. Gosto muito dessa estratégia, de ir para onde pagam mais e investir onde seu dinheiro valha mais. É cortar caminho na vida, principalmente para quem quer comprar a casa própria ou abrir um negócio quando voltar.
 
Em outro post vou contar os verdadeiros absurdos que os socialistas no governo português impõe. Vai ser bom lerem sentados.
 
Pelo que pesquisei, aposentados brasileiros podem pedir residência em Portugal e é até bem fácil. Achei algumas informações neste site. Tire suas dúvidas com o consulado e órgãos oficiais.

Por hoje é isso, e se este for seu objetivo, vá em frente!



sábado, 18 de fevereiro de 2017

Sempre fui poupador - algumas anedotas de minha infância

Vou aproveitar o horário de almoço, onde os portugas em geral desaparecem neste sábado pra escrever um pouco das minhas anedotas de poupador aqui da loja.

Lembro de ter sido poupador desde bem jovem. Desde talvez os 5 anos de idade, quando ouvi do meu pai: "quem guarda sempre tem". Lembro de repetir esse mantra durante os primeiros anos de vida, inclusive em relação à alguma comida boa. Eu não queria comer tudo de uma vez só, já pensava em guardar um pouco para saborear mais tarde. Até fazia pesquisa de preços entre mercados quando tinha 50 centavos pra matar a fome. O cachorro quente "podrão" na rua era 1 real e eu achava caro, pois podia comprar 5 pães e 5 salsichas pra fazer uma versão barata em casa. Acabei me desenvolvendo bem na cozinha por ter esta filosofia e como meus pais estudavam à noite, aprendi a me virar.
 
Se você leu e pensou que é coisa de pão duro, minha opinião é a de que todo pobre tem que fazer isso. Comer na rua só em ocasiões especiais e se for preciso levar marmita.
 
Lembro de com uns 5 anos eu ter uns 4 ou 5 reais que havia juntado e minha mãe precisava de troco para dar a um taxista, e tive uma grande sensação de perda ao entregar dinheiro. Aos 8 anos havia juntado 60 e poucos reais, na época daria pra pagar uns 10 bujões de gás de cozinha. Dois anos mais tarde cheguei aos R$ 120, e finalmente comprei meu Super Nintendo. Como é diferente hoje em dia ver as pessoas gastando 200 reais por jogo e o estranho é que todo mundo tem dezenas de jogos. Na minha época comprar uma fita de 20 reais no camelo era só no aniversário. Cada um tinha umas 5 fitas que se emprestavam e "viravam" várias e várias vezes.
 
 
Terminar Super Metroid significava
habilidades raras e um QI alto.
 
 
Sempre gostei de aproveitar tudo ao máximo e via coisas banais como simples coleções de Tazos e bolitas como patrimônio. Eu podia aproveitar as bordas dos cadernos para fazer mais anotações e desenhar. Nunca entendi o motivo de ser repreendido pelas professoras por riscar na minha propriedade privada! Somente anos depois que compreendi que meus professores de escola eram, de fato, comunistas.
 
 
Era muito gratificante "rapar" a coleção de Tazos
dos otários em batalhas emocionantes em um tempo
onde o perdedor não ganhava medalha.
 
 
Durante grande parte da minha vida fui chamado de "pão duro". Engraçado como nunca me achei forreta, eu era pobre mesmo e queria ter coisas ao invés de torrar de modo displicente. Preferia comprar revistas em quadrinhos da Marvel pois o prazer que me davam era mais duradouro, e ainda mantinham certo valor caso eu quisesse vender num sebo. Tenho meu baú que construí eu mesmo com madeiras velhas até hoje na casa de minha mãe, com cerca de 300 revistas sendo algumas mais raras (no Brasil não valem nada de qualquer modo). Construi este baú com fechadura para cadeado, já farto de achar minha preciosa coleção espalhada pela casa ou com algumas edições desaparecendo por causa de meu irmão.
 
Eu sempre tive zelo pelo que é meu e desde cedo quis ter um cofre. Pensava que se tivesse um, episódios como quando eu tive minhas poupanças confiscadas pelos meus pais - sempre com as finanças aflitas - por mais de um ano não se repetiriam. Desde lá vi que parentes e amigos geralmente não sentem muita necessidade de devolver dinheiro e de pagar juros.
 
Via meus colegas de escola pública tomando ônibus e comprando lanche na escola e pensava, se poupassem o dinheiro e andassem a pé, podiam poupar uns 30 reais por mês e comprar o Super Nintendo, que demorei 2 anos pra comprar, em apenas 4 meses.
 
Poupar pra mim se tornou a chave do reino.
 
Poupando eu ia poder ter tudo o que sonhasse e comprar tudo à vista pois desde criança achava humilhante meus pais devendo e comprando coisas fiado, na caderneta do mercadinho que podia facilmente ser adulterada. Uma vez achei esta lição na Bíblia. Algo como: "Quem empresta é senhor e quem toma emprestado é escravo". Virou outro mantra que repetia diariamente.
 
Aquela história de que a mão de obra dos imigrantes italianos substituiu a dos escravos no Brasil, e que apesar das promessas, os imigrantes eram forçados a consumir todo o seu salário na venda dentro das terras do patrão me deixou perplexo.
 
Para mim, meus pais eram escravos.
 
As dores nas costas que minha mãe sentia eram reflexo de trabalho pesado e falta de poupança, que nos obrigava a consumir todo o salário em itens de subsistência.
 
Outra coisa que desenvolvi cedo foi curiosidade por vendas e por métodos de convencer aos outros que eu estava certo e o mundo inteiro errado. Isso nem sempre é certo, mas cheguei mais longe assim, e ainda penso que as pessoas que admiro carregam essa característica. Tenho certo orgulho por ter tido minha determinação elogiada algumas vezes. Esta é a imagem que as pessoas tem de mim hoje e isto me agrada.
 
 
We would not want to die in the company of a man who fears to die with us.
 
 
Por exemplo, quase tudo o que vendi, vendi por um preço que considerava justo, mesmo que demorando bastante, e assim conheci de maneira empírica o conceito de custo de oportunidade. Eu pedia um preço alto pois não precisava vender nada, calculando uma taxa de desvalorização do meu bem, e se aparecesse um interessado, que pagasse.
 
Inspirado no meu avô que havia começado a trabalhar com 9 anos e se orgulhava de uma vida de aventuras atrás da riqueza, eu busquei vagas de empacotador de mercado ou vendedor de picolés, mas meus pais proibiram pois achavam melhor eu estudar (no caso perder tempo na escola como todo o resto da massa falida).
 
Aos 11 anos quebrei um vidro (a troca custaria 30 reais - eu sabia o preço pois estava por dentro dos valores da montagem de aquários) e meu pai perguntou como eu ia fazer para pagar. Quando respondi com determinação que ia buscar um emprego, ainda fui repreendido. Acho que essa falta de responsabilidade estraga o brasileiro e se reflete na política do país. Minha filosofia é: quebrou? Paga. Alguns povos antigos levavam isso à sério e as dívidas podiam ser pagas com alguns anos de escravidão.

Lembro da satisfação enorme que tive em vender os filhotes dos meus hamsters chineses à um pet shop. Vendi uma ninhada com 6 por 30 reais. Em 6 meses, eu havia recuperado o valor dos dois adultos (15 reais cada) e até pensei em escalar pra uma criação de chinchilas, mas na época elas custavam 300 reais cada e isso pra mim era um valor alto demais. Gatos e cachorros só davam despesas... Por que não ter bichos de estimação produtivos? Até hoje penso em ter um galinheiro e horta no pátio. Infelizmente a lei permite que você torne seu pátio um verdadeiro lixão fedorento e faça festas barulhentas, mas não permite criar galinhas em área urbana.
 
Também preferia comprar bonequinhos nos 1,99 (hoje chamam de action figures e custam U$ 150,00) e mais tarde, peças de skate. Outros garotos gastavam em apetrechos para futebol, CDs de música e roupas. Eu não via sentido em comprar minhas próprias roupas e achava que era obrigação dos pais, por isso até o fim da minha adolescência andei mal vestido.
 
Falando em CDs, uma das minhas tentativas empresariais foi, por possuir uma gravadora de CDs em casa, fazer download de músicas em 32kbps de madrugada e nos finais de semana e vender as seleções por R$15,00 para o pessoal na escola. O que me tirou do jogo foi a popularização que baixou o produto pra R$ 10,00 e as reclamações por algumas trilhas ficarem com falhas pelos picos de luz.
 
Ser chamado de pão duro simplesmente por não querer torrar é um desestimulo à poupança na nossa cultura, e esse tipo de ataque vem de todos os lados, amigos, midia e até família. Não me arrependo de nada. Crescer assim me fez dar mais valor às conquistas, e se tudo der certo, um dia me aposento bem mais cedo que os quebrados que me criticaram rsrsrs.
 
Por hoje vou contar uma última história.
 
 
O caso do relógio do camelô.
 
Para meu aniversário de 12 anos, pedi um relógio pirata da Nike vendido pelos camelôs da cidade por R$ 15,00 (barganhando tirava a R$ 12,00...). Durante um tempo aquela porcaria foi febre na escola. Se eu tivesse um relógio da Nike, ninguém mais ia implicar com minhas calças de moletom furadas e quem sabe até eu arrumasse uma namorada. Por meses projetei como adquirir aquela joia de plástico ia impactar na minha vida social, trazendo níveis altíssimos de confiança e independência, mudando para sempre minha história.
 
Ocorreu que no dia, um sábado, fomos minha mãe e eu buscar meu presente. Até tomei banho e coloquei minha "roupa de sair" e ténis Olímpicus de R$ 33,00 neste dia especial, com direito À bolo retangular, coca-cola e pizza congelada.
 
Ao chegar em casa com meu artefato libertador, meu pai, que é bipolar e psicopata, começou a implicar com a qualidade e pasmem, ordenou a devolução imediata para completa obliteração de meu sonho, em promessas de mandar uma colega de faculdade buscar um Citizen no Paraguay por R$ 60,00 que jamais veio a se concretizar.
 
Amigos, aquele foi um dos dias mais tristes de minha vida. Foi traumatizante. Foi morrer na praia. Os anos se passaram e o popular presente de aniversário foi esquecido por todos, menos por mim, que cresci sentindo uma sensação ruim na garganta e a esperança secreta de um dia ser rico e ter muitos relógios Ômega Seamaster iguais aos dos filmes do 007.
 
Cerca de 15 anos depois, em comemoração a um emprego legal que arrumei, minha mãe me presenteou com um relógio da Technos - custou uns R$ 300,00 e é o presente mais importante que já ganhei. Quando lembro disso as lágrimas percorrem meu rosto.
 
 
 
Felicidades a todos.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Permissão de residência na Europa

Ontem o Investidor Livre nos revelou em seu blog que está de passagem comprada para os USA (melhor país do mundo), presumo eu para embarcar em uma aventura de estudos ou passeio cultural.
 
Tormentor of the leftists
 

Aqui na blogsfera vemos pessoas mostrando seu patrimônio de modo estimulante e seus conhecimentos (as vezes nem tanto) não só de finanças mas de outras instâncias da vida, mas também expondo seus sonhos, frustrações, medos, e perspectivas, que soam mais ou menos realistas de acordo com o modo de escrita e experiência de vida que o blogueiro demonstra.
 
Acredito que o principal motivo das pessoas visitarem nossos blogs é por curiosidade sobre a vida alheia. Não que seja algo ruim, não é como assistir aquelas porcarias de reality shows e novelas, e sim pra através de comparações e observação, visualizarmos degraus na escada da vida. O cara pensa: "ah, então investir em tal coisa rende mais que deixar dinheiro na poupança" ou "Estou passando por uma situação parecida e acho que devo ter essa postura no meu trabalho também", ou ainda criticam por ver as questões de modo diferente, e quando não é puro "haterismo" a discussão tende a somar por apresentar novas visões.
 
Não raro vemos pirralhos falando que nada deu certo em sua vida, não nasceram em berço de ouro e por isso tudo está acabado. Estes devem ser ignorados, pois sentem pena de si mesmos e esse é o caminho inverso do sucesso. Sei que é normal usarmos este espaço pra externar nossa raiva de situações absurdas kafkanianas da vida, mas acredite, fora isso, reclamar não ajuda em nada e mesmo este bem estar de ter reclamado é a mais pura ilusão. Se você faz isso dos 25 anos pra frente, suas chances vão pra perto de zero.
 
A despeito de eu mesmo ter me sentido fortemente desanimado pela primeira vez na vida (quase depressão) provavelmente pela pressão da mudança no ano passado, sempre advoguei que os limites da vida estão quase todos no cérebro humano.
 
Qual é seu objetivo? O que precisa pra chegar lá? Decomponha este objetivo em centenas de pequenas metas e as cumpra dia após dia. Se afaste dos fracassados, ande só com gente fera. Não existe promessa de chegar lá, mas este é o único modo.
 
Vou dar um exemplo hipotético: Um cara quer comprar uma casa e faz 1500 reais de salário por mês. Olha no jornal e só encontra casas de 300k pra cima, pergunta sobre financiamento na financeira da esquina, aluga um apartamento dividido com amigos festeiros, pensa que nunca vai chegar lá e gasta R$ 200,00 no cartão no fim de semana em cerveja ruim, depois vai pra internet reclamar da vida e fazer maratona de seriados. Game over.
 
Aí outro cara na mesma situação estuda tudo o que consegue sobre imóveis, financiamento e construção, conversa com 50 pessoas do ramo, visita 500 apartamentos, vai à leilões, se concentra no trabalho pra ganhar mais, compra um livro por ano pra não morrer burro e mora com os pais pra poupar todo o dinheiro que puder. Este cara em 5 anos está com seu primeiro imóvel quitado, e aumenta o aporte do aluguel que recebe ou deixaria de pagar.
 
É fácil vir aqui e regurgitar frases bonitas e estimulantes quando se está bem de vida, e dificil de ter fé  (também no sentido religioso) quando tudo está uma bosta, mas minha própria história me ensinou que persistência, resiliência, DISCIPLINA EXTREMA e coragem são peças chave pra se chegar em algum lugar na vida.
 
Se esses caras tivessem se vitimizado
a Europa teria perdido a 800 anos.
 
 
Não vou pedar com minha história. Todos passam dificuldades, as vezes até fome. Surpresa: isso faz parte da vida. Estou um pouco de saco cheio do blog e por isso posto menos. Ao invés dos posts estou elaborando um livro com minha história no empreendedorismo com dicas que eu gostaria de ter tido (nem adianta me pedirem hehe). Faça o mesmo com algo que tem conhecimento e crie um produto. Provavelmente não vai dar certo mas é melhor que acordar e ter os dias exatamente iguais até ficar velho sem ter criado nada. E por se não der certo você vai adaptar ou bolar outra coisa.
 
Esses caras que dão cursos e hoje são famosos começaram discutindo em fóruns de internet e lendo livros, e montando algum produto pra vender pro resto.

Meus ídolos  (sim, tenho ídolos) quase todos saíram da merda, e com ou sem sorte fizeram a parte deles. Por isso não leio livros de negócios de gente que nunca foi pobre, pois eles praticamente não ensinam nada e só se autopromovem.

Jamais sinta pena de si mesmo. Vá melhorando 0,1% ao dia que é que nem juros compostos. Esses caras feras em suas áreas ficaram feras assim.
 
Assim como o Viver de Construção e o Viver de Dividendos, que contam como ralaram pra chegar longe (um tem um excelente cargo bem remunerado e viaja o mundo na multinacional, outro é empresário e controla sua empresa de sua casa na Alemanha), além de outros exemplos, nós também devemos ir além.
 
Este mês recebi minha permissão de residência para ficar 5 anos na Europa. Dentre toda a sorte que tive (acertei timings incríveis e fui muito ajudado por pessoas no processo) eu ralei. Ralei pra conseguir isso. Acho que ralei como ninguém pois como contei em outro momento este foi meu principal objetivo de vida e motivo da criação deste blog (me manter estimulado juntando dinheiro - no fim o objetivo deu certo anos antes do esperado) e lá se vão 10 anos desde que comecei a revirar o escritório empoeirado do meu avô de modo desesperado atrás do passaporte e documentos dos ancestrais dele e cartas de parentes portugueses que foram consumidas não sei por quem.
 
Cometi diversos erros durante a vida. Claro que nenhum que poderia ter me tirado de jogo, mas vários que me fizeram perder tempo e energia pois ricocheteei de um lado a outro por ter este grande objetivo, mas não desisti, até que minha mulher e família começaram a acreditar na imagem que idealizei pra mim mesmo.
 
 
 
 
Quando você tem um objetivo grande de longo prazo, sua vida as vezes parece não dar certo em nada. As vezes você não crescerá na carreira por exemplo, pois está focado em outra coisa. Tem que aprender a conviver com isso. As vezes penso que poderia ter me focado em concursos, feito MBAs, para certamente aumentar minhas chances em determinado sentido na vida, mas não dá pra ter tudo.
 
Muitas vezes fiquei balançado em optar por coisas que teriam me prendido no Brasil por mais tempo ou para sempre, como insistir na carreira ou financiar a casa própria, ou continuar no meu antigo emprego que até era perto de casa e bom pra juntar dinheiro. Esta é a questão, você deve perseguir seu objetivo com força tamanha que as decisões não te tirem do trilho.
 
Bem, em termos práticos a residência na Europa quer dizer que se um dia tiver filhos, eles serão europeus e terão a cidadania brasileira, ou seja, terão o dobro das chances que tive. Sinto que fiz minha parte. Que mudei a história da minha família pra melhor (longe de poder descansar). Melhorar as chances de nossas famílias é nossa obrigação e a maioria ainda pode contar com uns 50 anos de vida pra isso.
 
Sobre o tal processo de reagrupamento familiar, apesar de simples ele apresenta um problemão. Todo o tempo em que estiver esperando não terá permissão pra trabalhar, portanto ninguém vai poder dar emprego legalmente.
 
E agora? Acabo de escolher uma corretora para abrir conta. Obrigado a todos por suas recomendações!
 
 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Recebendo o FGTS

Olá amigos,
 
Estou feliz por ter recebido as merrecas que tinha "guardadas" na conta do FGTS, a qual o governo cuidou tão bem pra mim (?!). Aliás nem recebi ainda, vou receber, mas fui ao site da Caixa e optei por depositar na minha conta em determinada data. Se a Caixa quer evitar filas e prefere que as pessoas optem pelo depósito, porque diabos não deposita logo sem toda a burocracia?
 
O processo foi bastante simples e perdi só 5 minutos pra fazer o meu e o da minha mulher. Um pequeno, porém belo aporte inesperado de um valor que confesso nem sabíamos que tínhamos. Assim como a maioria dos brasileiros, nunca tive interesse de saber quanto era pois não tinha muita esperança de sacar.

Escrevi este post sobre esse verdadeiro "fundo podre" um tempo atrás. A regra é clara, ser empregado é como o Robert Kiyosaki diz: "a job stands for just over broke" (ser empregado significa ser apenas acima de falido) em relação a seus supostos benefícios.
 
Estou estimulando amigos e familiares que tenham algum nisso a programar seu depósito. Já li as matérias desinformantes da midia falando do que fazer com ele, como se todos fossem iguais em suas necessidades. Minha opinião é: Se possível, quite dívidas, invista, e por último... Não gaste nada se ainda não for rico.
 
Esta é minha filosofia no que tange à dinheiro que aparece de maneira inesperada.
 
Ontem foi dia dos namorados aqui (São Valentim) e não pude gastar em nada pois ainda não sou rico. Não passamos por necessidades porém optamos por diversões mais baratas neste momento onde a loja representa um filho pra nós. Nem mesmo alianças de casamento temos pois ainda vejo como um gasto desnecessário.
 
 
Não compre o que não for necessário se ainda não for rico.
Fique rico pra comprar o que quiser.
 
 
Aporte tudo e gaste só uma parte dos rendimentos, se for gastar. De preferência em um curso ou ferramenta que vá lhe gerar ainda mais dinheiro. Brinquedos, pizza e cerveja vem depois.
 
O destino do meu FGTS é certo: Carteira de ações. E vocês onde vão investir?
 
 

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Me recomende uma corretora de valores!

Boa tarde amigos e visitantes, a 5 dias do blog comemorar 2 anos recorro às opiniões de vocês para contratar uma corretora para compra e custódia de renda variável. A partir de agora entro num novo estágio do meu plano financeiro, incluir ações de empresas de valor na carteira.
 
 
 
 
O que eu preciso: Taxa zero de custódia, plataforma eficiente e corretagem abaixo de 10 reais, sem pegadinhas do tipo número mínimo de ordens > que uma por mês. Isso mesmo, é provável que eu faça apenas uma ordem de compra por mês nos próximos anos. Também dispenso dados sobre investimento em tesouro e renda fixa, pois estou contente com a do meu banco.
 
Peço que comentem experiências ruins que porventura tenham tido. Eu simplesmente excluí da minha lista uma grande corretora dado o que li no "Reclame Aqui". Coisas absurdas como agentes montarem operações de venda descoberta sem a ordem do cliente causando prejuízos enormes. Outra coisa que pesou na decisão foi um amigo ter conta na mesma, e os sanguessugas de corretagem ficarem pressionando por giro na carteira e apostas no mercado futuro.
 
Quero uma plataforma online pra dar minhas ordens. Não quero manter contato telefônico nem por e-mail com ninguém da corretora. Um amigo meu é assediado até pelo whatsapp. Pode, Arnaldo?
 
Quero trabalhar com uma instituição confiável e os preços me interessam pois já nos primeiros meses vou compor uma carteira com cerca de 10 empresas que estou acompanhando.
 
Peço que descrevam nos comentários qual é a que preferem e os motivos.
 
 

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Preciosismo não ajuda nos investimentos

Esta época é propícia para que apareçam dezenas, talvez centenas de zé ruelas dando pitacos sobre os rumos da economia brasileira e do resto do mundo. Estes gênios falam com propriedade, do alto de seus empregos nas maiores consultorias e veículos de comunicação especializados em finanças do país, e claro, dependendo da profundidade da profecia, não esquecem de colar o textinho "blablabla investir envolve riscos blablabla", já que ninguém adivinha nada.
 
 
O mundo ia acabar no ano 2000...
 
 
Todos os dias pipocam notícias sem importância alguma com previsões sobre o PIB, SELIC, Dólar, Bovespa e o que mais o freguês quiser se impressionar lendo. O que antes era exclusivo a pequenos grupos especulativos, presidente da república ou algum ministro mentindo na TV, migrou naturalmente para a internet, onde todos nós temos voz.
 
O que tem me irritado é ver vários analistas coadjuvantes dando sua opinião no mesmo veículo:
"Pafúncio da Silva diz que o PIB vai subir 0,2%. Já Madre Tereza diz que será 0,9%".
 
Este é um novo tipo de "disclaimer" pra poder manter o status de confiável, já que se eu disser que se o PIB vai variar entre -5 e +5 automaticamente acertei.
 

O pior é que pra dar esses palpites o cara tem que se tornar profissional da área, decorando um monte de baboseira e passando nas provas pra analista que tem por aí, senão a CVM ou alguma entidade por ai te pega.
 
Estudar tendências é interessante, mas nada substitui estudar os fundamentos seja lá do que for. É lá como o Barsi diz, eu não conheço analista rico.
 
Eu até escuto o que caras como o Ricardo Amorim e o Gustavo Franco tem a dizer, pois diferentes dos bundões, eles não te atiram pro moedor. Preciosismo não adianta de nada em lugar nenhum. Nem em investimentos nem na vida. Temos que ser práticos.
 
Tenho um amigo que nos últimos anos comprou produtos recomendados pela corretora e até que se saiu bem... Agora está com vontade de dar um passo além e adivinhem no que o cara se foca? Analisar fundamentos, investir em valor? Que nada, todo dia aparece um método que o cara tal usou e ficou rico, um produto tal que paga 0,x% a mais, e as malditas previsões que apontam que os juros estão caindo e ele está sendo feito de bobo e vai perder dinheiro se não agir rápido.
 
Investir é complicado tanto quando você segue as dicas de alguém e se dá mal, porque ai quer largar o mercado, quanto segue e se dá bem, pois fica viciado em girar e achar o que ninguém achou ainda.
 
Investir não é, nem tem que ser ciência de foguete.