terça-feira, 27 de junho de 2017

As quatro técnicas básicas do carpinteiro

Amigos, a partir desta semana vou criar as etiquetas "carpintaria" e "construção civil" para ficar mais fácil para quem quer acompanhar o assunto e minha evolução neste trade.

Se você se interessa por construção civil precisa não só ter noções, mas dominar absolutamente as quatro habilidades que vou citar a seguir. Existem algumas maneiras e ferramentas variadas de se obter o efeito desejado dependendo da situação, mas vou me ater as mais usuais.

Sugiro fortemente que estude no youtube dicas e macetes das ferramentas, pois sempre temos algo novo à aprender. Vamos lá:


1. Medir.

Sempre lembro da frase: "não se pode administrar aquilo que não se pode medir". Medir é a técnica mais básica da construção. Medimos distâncias, comprimentos, espessuras, volumes e tudo mais que se precise trabalhar. Aqui vamos nos ater ao domínio da fita métrica, também conhecida no Brasil como "trena". Lembro que durante minha infância, meu tio Engenheiro não saia de casa sem a sua pendurada no cinto e hoje eu sinto a mesma necessidade. Geralmente carpinteiros e pintores usam fitas de 5 ou 8 metros (pintor precisa para dar orçamento). Pedreiros também precisam de fitas de 30 metros para demarcar terreno.

Hoje em dia também existem medidores de distância à laser bem interessantes, mas nada substitui a fita métrica. Eu sugiro uma larga, de pelo menos 2cm e de preferência 2,5cm e de boa marca.


Para marcar é necessário manter seu lápis bem apontado e uma caneta marcadora para alguns materiais. Um boa dica é "medir duas vezes para cortar uma". 

2. Nivelar

Não existe nada pior na construção que algo fora de nível. Tudo tem de estar nivelado a cada passo antes de prosseguir ao próximo, caso contrário as coisas não encaixam.

Nível se refere ao ângulo entre dois pontos na horizontal (apesar de ser comum chamar prumo de nível, como veremos à seguir). Para isso se usa um laser de traçar, mas principalmente o nível de bolhas (spirit level). Antigamente os pedreiros verificavam o nível com uma mangueira. Muitos ainda utilizam  a técnica, mas está caindo em desuso por não ser 100% precisa.

Nivel à laser é muito bom para vários tipos de trabalho, mas considero 3 níveis de bolha indispensáveis. Um nível médio, de 50 ou 60cm, um nível de 2 metros para coisas maiores, e um nível torpedo para coisas pequenas ou verificações rápidas.

Jamais derrube ou aperte o nível pois ele perderá a precisão. 

3. Aprumar. 

O prumo se refere ao nível na vertical. Uma parede deve estar em prumo para não cair (a não ser que seja dessas desenhadas para serem curvas por um arquiteto sádico) mas no geral devem estar totalmente retas, assim como outros objetos.

Para se verificar o prumo se utilizam o nível de bolha ou... O prumo, que é uma ferramenta muito antiga e precisa, com um pêndulo que deve ficar à face do que se quer manter em em prumo.


Eu sugiro ter um prumo na caixa de ferramentas, por mais que usemos o nível de bolha bem mais. O prumo pode ser usado em objetos maiores, como paredes de vários metros. A sugestão que ouvi é que para cada metro, o pêndulo deve ter pelo menos 250 gramas, então faça as contas. O meu tem 700 gramas, portanto posso medir o prumo de algo de até 3 metros.

4. Esquadrejar

Tudo o que tiver ângulo reto em relação a outra coisa deve estar totalmente em esquadro, seja na vertical ou na horizontal. O esquadro é uma das ferramentas mais usadas na construção, mas infelizmente por existir muita mão de obra porca, vemos muita coisa fora de esquadro numa casa. Todo carpinteiro carrega um esquadro de 25 ou 30cm no cinto e eu carrego dois pois comprei um Speed Square americano que facilita muito minha vida com a madeira.

Em minha próxima viagem ao Brasil vou soldar uns ferros e fabricar o maior esquadro que já se viu (um verdadeiro framing square enorme) para deixar claro aos operários que trabalham com minha família que estou chegando e a conversa vai ser outra quando eu estiver no terreno. O defeito da minha família é a falta de cobrança e zelo com o acabamento, o que afeta a qualidade e valor das obras e isso está com os dias contados.


Uma maneira simples de se verificar o esquadro de uma estrutura é a regra 3 x 4 x 5. Pode ser verificado com a fita métrica. Ou seja, se você medir um lado com 30 ou 60 cm, o outro deverá ter 40 ou 80cm para que o vertice maior tenha 50cm ou 1 metro. Se bater nestas medidas, está em esquadro.

Muitos trabalhos devem ficar absolutamente precisos, mas alguns outros podem ter uma tolerância de 2mm pois não se nota e consumiria muito tempo arrumar.

A qualidade do material afeta a precisão e pode exigir mais habilidade dos construtores. Não adianta entregar um molho de tábuas completamente fodidas pro carpinteiro e exigir trabalho bem feito, ou tijolos tortos e mandar o pedreiro levantar uma parede reta. Por este motivo sou a favor de que o cara que manda passe por suficientes situações práticas para exigir de modo realista, mais ou menos como no Exército.

Estas 4 técnicas básicas são usadas desde a construção de uma casinha de cachorro até o prédio mais alto do planeta. Ninguém nasce sabendo e exige alguma prática para se ficar bom, mas o que realmente faz a diferença é o caprixo e atenção aos detalhes.

É importante manter sua marca gravada em suas ferramentas para evitar que sejam "confundidas" e sumindo (e nem isso é garantido). Cuide muito bem delas.

Mesmo dominando essas quatro técnicas o profissional deve ter acesso à uma cópia da planta e poder consultar o engenheiro ou arquiteto sempre que necessário, pois o profissional não pode parar de produzir para ficar esperando pelos outros.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Coragem, a virtude indispensável

Existem algumas poucas virtudes importantíssimas na vida. Sorte a nossa que com duas ou três você já se vira, e pode desenvolvê-las através de trabalho duro e foco em auto-desenvolvimento caso alguma lhe falte.

Se alguém que conhecemos afirma que sonha com determinado objetivo, geralmente podemos dar um palpite se a pessoa vai conseguir chegar lá ou não, dependendo do tamanho do plano.

Ser organizado, confiável, resiliente, disciplinado e preparado, dentre outras coisas, pode lhe manter nos trilhos, mas nada supera a coragem.

O cara corajoso por si só já é admirável, independente do que tenha conseguido na vida. As vezes até uma pessoa abominável é admirada, pelo simples fato de ter sido corajoso sob perigo ou situações difíceis.

Já vi muitas vezes alguém menos competente se sobressair por causa da coragem em coisas que fazem a maioria se manter paralisada.

No fundo, essas pessoas não aceitam os famosos bullshits que nosso cérebro cria pra nos manter pobres e dependentes. Gente que não se vitimiza, mas faz o que tem que fazer sem se importar com a opinião de ninguém, principalmente de desconhecidos, são os verdadeiros heróis da sociedade, e não algum burocrata que criou uma lei imunda como a escola nos mente durante a infância. São pessoas "antifrageis" que entendem que a vida é dura e a falha é mais constante que o sucesso, e ainda assim não temem falhar, que vão chegar mais longe e realizar seus projetos.

Esta semana um amigo, músico, me contou umas curiosidades sobre uma banda que ambos curtimos, a Megadeth, visto que está lendo a biografia do líder desta, Dave Mustaine. Em um trexo Dave conta como certa vez contratou um baterista novo:



Apesar de a ênfase ter sido no profissionalismo de Behler, o start dependeu unicamente dele. Ninguém bate na sua porta pra lhe oferecer algo bom. É necessário falar com pessoas e passar 24h por dia agindo sem medo nem vergonha de nada.

Perguntar se queriam um assistente foi a maneira que Behler encontrou para ficar em volta dos melhores profissionais que encontrou no seu ramo de interesse e até que surgisse a oportunidade certa se manteve focado (depois foi demitido, mas é outra história). Bem diferente do cara que não aceita um trabalho assim e espera a oportunidade certa cair do céu. No mundo da música esta é a realidade de quase a totalidade de quem acredita ter algum talento. Muitos são bastante habilidosos, mas não tem coragem de começar algo pois não aguentam críticas.


domingo, 18 de junho de 2017

Objetivos profissionais atualizados

Olá amigos do blog,

Minha vida está muito mais fácil ultimamente dado a relativa tranquilidade financeira e por estar motivado, ocupando meu tempo estudando coisas que gosto como a muito tempo não fazia. Quer dizer, a muito tempo estudo sobre construção civil e mercado imobiliário, mas antes era sempre com a sensação de estar estudando algo apenas por curiosidade e sem aplicação prática na minha vida.

Tenho passado o tempo livre assistindo videos no youtube sobre carpintaria e também sobre construção em alvenaria  do modo que se faz no Brasil e técnicas de pedreiro, pelo meu objetivo de construir futuramente ai no Brasil. 

Por incrível que pareça não existem muitos cursos de carpintaria aqui em Portugal. Não posso contar com nenhum SENAI da vida para dar uma acelerada no conhecimento, aprendendo apenas através do trabalho. O problema é que, faço um tipo de trabalho hoje e outro na próxima semana. As vezes vou fazer o mesmo tipo de trabalho daqui a um mês. Como gosto de dominar o ambiente e ser independente onde quer que esteja, estou à caça de cursos de curta duração.

Encontrei um rápido para pedreiros com foco em desempregados (portanto deve ser grátis) a poucos kilometros de minha casa e amanhã minha amada mulher vai buscar informações, até porque me enquadro como "desempregado" aqui.

CF aprendendo o que devia ter aprendido
aos 15 anos.

Amanhã mesmo passarei na papelaria para adquirir um caderno de anotações. Tenho muitos resumos na cabeça e pretendo montar uma apostila detalhando a construção de uma casa, do estudo e medição do terreno até o telhado, passando pela fundação e vigas, chão paredes, sistema elétrico, hidráulico, etc. No youtube cada um faz de um jeito e provavelmente vou seguir o projeto e ordens de meu tio engenheiro no Brasil, mas quero ter nível para mandar e acompanhar os outros profissionais. Baixei umas apostilas pra detonar também.

OS LIVROS SOBRE O ASSUNTO SÃO CAROS DEMAIS NO BRASIL, em Portugal idem, já nos USA são centenas ou milhares de títulos por 10 dólares... Vai entender esse capitalismo malvado.

Os carpinteiros americanos recomendam alguns livros clássicos, mas lá os sistemas são diferentes então me mantenho nos vídeos. Gosto de ter alguma espécie de manual para conhecer termos e processos padronizados e se alguém conhecer um bom aceito a sugestão.

Wood frame americano

Provavelmente o plano de construir vai ser protelado mais um tempo caso eu consiga ir aos USA ano que vem, mas isso seria ainda melhor na questão do conhecimento.

Portanto meus objetivos profissionais já estão claros para os próximos 3 anos.

Tornar-me profissional na carpintaria.
Passar um semestre nos USA.
Construir uma casa.

sábado, 17 de junho de 2017

Carregar dinheiro faz gastar?

Olá amigos, 

Esta semana me chamou a atenção que, quanto mais dinheiro temos disponível, mais fácil é de gastar. Devem haver algumas pesquisas de comportamento do consumidor pra quem se interessar.

Isso é de certa forma conhecimento comum. Quando se tem um monte de dinheiro no bolso ou conta bancária tendemos a prestar menos atenção nos pequenos gastos. Nós somos extremamente mal preparados para pensar no futuro, por isso quem melhora de vida tende a aumentar a inflação pessoal.

Mas há modos de controlar isso melhor, se observarmos algumas coisas.

Primeiro que tipo de dinheiro gastamos, se é papel ou no cartão. Segundo o que ouvi, as pessoas gastam mais dinheiro tendo um cartão de crédito no bolso do que tendo uma nota, pela sensação de perda que causa entregá-la. Desta forma é melhor andar com pouco dinheiro do que com um cartão de limite maior se você não quiser gastar.

Sempre tive o costume de andar sem nenhum dinheiro e isso as vezes me prejudicava. Algumas vezes acabava longe de casa tendo que andar alguns kilometros, sem grana pra comer algo ou tirar uma fotocópia. Mudei isso no Brasil carregando 10 reais no bolso. Era meu limite. Mais que isso eu via evaporar, pelo simples fato de ter. Sei que hoje em dia 10 reais pode não ser o suficiente no Brasil destruído pelos socialistas.

Aqui em Portugal carrego 5 euros. É o suficiente para qualquer necessidade que possa surgir. Minha esposa tem o costume de carregar mais e por isso gasta mais, sobretudo no supermercado. A diferença entre ir com 15 ou 30 euros no mercado é visível. Você VAI comprar algo desnecessário. Aqui cabe o parêntese de que, como carrego pouco dinheiro acabo conprando só o "basicão" no mercado e algumas coisas acabam fazendo falta rs.

Uma coisa que implementamos foi anotar um limite por mês dos gastos variáveis em um calendário na cozinha. A cada gasto, diminuímos o valor disponível mensal. Mas isso por si só não adianta muito. Se sair de bolso cheio, voltaremos com sacolas e só vai restar aumentar o limite como é hábito do brasileiro endividado. Este mês vamos extrapolar os 200 euros na alimentação. Falta só 25 no caixa.

Não tem problema... Já faz um tempo que temos de aumentar o limite pra 250. Com nós dois trabalhando voltou a sobrar dinheiro, inclusive para um modesto aporte na reserva de emergência em euros.

Sugiro a todos pensarem nos "furos no balde" que são os pequenos gastos, e em como  a quantidade/tipo de dinheiro que você carrega influem nisso. 

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Oportunidade de visitar os USA

Boa tarde amigos, vim ao blog escrever um pouco neste feriado de Corpus Christi escutando o bom e velho Metal do mal.
 
Esta semana estamos instalando portas em uma obra e hoje não era possível trabalhar por lá. Incrível como agora estou familiarizado e sem receio de errar no trabalho, tomando o devido cuidado com o material.
 
Como disse aqui admiro muito os carpinteiros americanos. O modo de trabalho deles é diferenciado e sem dúvidas mais eficiente. Por conta dos vídeos que assisto sobre o ofício adquiri um cinto de ferramentas (o meu é bem básico, não tem muitas alternativas em Portugal) e minha produtividade aumentou 500%, sem falar nas articulações que eu poupo por não ter que me abaixar toda hora pra buscar alguma coisa. Meu cinto possui o que mais se usa:
 
Lápis, caneta marcadora, dois punções, martelo, bate-linha, fita métrica, x-acto (estilete), um pequeno escopro, esquadro, e pregos ou parafusos que esteja usando. Posso pendurar de tudo dependendo o trabalho, e mesmo assim me fazem falta mais bolsos. Me arrependo de não ter comprado o de dois sacos, mas quis começar pequeno. Mesmo assim vou adquirir o "coldre" para parafusadeira à bateria que já me fez bastante falta. Também me faz falta um pequeno nível torpedo para ter no cinto.
 
Encomendei através de um amigo (Não tenho conta no Ebay) um Speed Square dos USA, pois não temos aqui (pasmem). Pedi no sistema métrico e isso sem dúvidas vai aumentar minha velocidade e precisão. Se você trabalha com madeira precisa de um.
 
 
Pense nisso como uma calculadora financeira, o Photoshop ou o Excel da carpintaria.
 
 
Como sou ajudante, o cara que trabalho tem todas as ferramentas (incluindo elétricas) que precisamos ou compra antes de iniciar algum serviço que precise. Posso usar tudo dele, mas algumas coisas prefiro ter meu mesmo. Tive muita sorte pois vejo como é duro ser peão para uma empresa. Mesmo assim não fico mais desempregado... Arrumo emprego em qualquer obra ou marcenaria caso precise. A vida toda tive medo de perder meus empregos lixos difíceis de achar e não tenho mais. Sou um homem livre.
 
Tenho alguns posts engatilhados mas não tenho tido muito tempo pro computador pois chego quebrado em casa. No máximo dou uma olhada na corretora e faço alguma transferência. Estou focado em ações e escuto alguns áudio-livros, mas não tenho estudado muito além da carpintaria. Provavelmente só lerei os próximos livros ao buscar uns que comprei, no final do ano ai no Brasil, quando pretendo visitar a família (= - R$ 3400,00).
 
Voltando ao tema do post, hoje um amigo do Brasil, antigo colega de trabalho, entrou em contato dizendo que um amigo dele gostaria de tirar umas dúvidas sobre vir morar na Europa. Lá pensei na bomba. Desde que morei na Irlanda, perdi a conta de quantas vezes perdi tempo respondendo um monte de perguntas para pessoas que jamais vão sair do Brasil por, no fundo, falta de coragem. Logicamente fui educado e permiti que o rapaz me adicionasse no aplicativo de papo furado.
 
Para minha surpresa, o cara está terminando a cidadania italiana dele, só falta ir à Itália, como fez minha mulher. Fica mais fácil pois é difícil falar para as pessoas que, ilegal aqui tem muita dificuldade de arrumar um emprego, principalmente se for "gente de escritório".
 
Continuamos batendo papo e ele disse que morou duas vezes nos USA e estudou TI lá enquanto trabalhou na construção civil, e que ano que vêm pretende ir novamente. Ao saber um pouco sobre mim através de nosso amigo em comum, o que fiz no Brasil e que agora estou na carpintaria, disse que tem amigos brasileiros nos USA e seria fácil me arrumar um emprego por lá.
 
Fiquei entusiasmado pois sou apaixonado pelos USA e tremendamente admirador do Ethos americano, além da oportunidade de trabalhar no que eu gosto.
 
 
Os USA salvaram o mundo do nazismo e da expansão soviética.
 
 
Hoje, com minha idade e condições aqui em Portugal, não trocaria a qualidade de vida em Portugal por ser ilegal nos USA. Não tenho mais 20 anos nem sou solteiro sem nada a perder. Nos próximos anos pretendemos adquirir uma modesta propriedade em uma praia aqui e curtir muito a vida. Felizmente (sou muito grato por tudo o que conquistamos) não precisamos navegar na incerteza de anos atrás.
 
Assim, poderia ficar até 6 meses para não extrapolar o tempo legal de visita e não ficar queimado com a imigração, e retornar, apenas pela experiência. O dinheiro pelo que pesquisei e me foi dito compensaria.
 
A possibilidade de abrir um negócio nos USA através da cidadania italiana de minha esposa nunca foi descartada, apesar de ser muito remota. Olhando pela janela vejo que conquistei o que sempre quis até aqui.
 
No fim do ano estarei no Brasil visitando a família e os amigos e vou conhecer melhor esse cara ai. Apenas quis dividir isso com vocês pois é o tipo de oportunidade que não aparece fácil.
 
 

sábado, 10 de junho de 2017

Filme do mês: Master and Commander

Como sempre o aviso de assistir ao filme antes de ler o post.

Master and Commander (Mestre dos Mares) 

Trailer

O filme começa com a troca de guarda no navio, e segue com um aspirante que acha ter avistado algo se movendo pelo denso nevoeiro em que o navio inglês "Surprise" se encontra. O alarme é acionado e a tripulação posta em posição de combate.

Após algum tempo, quando se acha que não era nada, um poderoso navio francês chamado Acheron, mais moderno, abre fogo causando grandes danos a um mastro e ao leme do navio. De modo milagroso eles conseguem escapar pelo nevoeiro. Segundo li, alguns eventos do filme retratam eventos reais.


O ano é 1805,  a Europa está sob a tirania de Napoleão Bonaparte e a única coisa que se opõe a seu império é a poderosa, porém sob risco de obsolescência, marinha britânica.

Após o combate, com o navio seriamente danificado, a tripulação crê que o Surprise deve retornar a um porto inglês para os reparos necessários antes de seguir em sua missão de impedir que o Acheron domine os mares do sul, porém o Capitão do navio, Jack Aubrey (interpretado por Russell Crowe e no filme, pupilo do lendário Almirante Nelson) ordena que os reparos sejam feitos na costa brasileira afim de perseguir o Acheron, mesmo em desvantagem. O personagem de Crowe retrata a impetuosidade dos grandes capitães navais ingleses.


Neste momento do filme lembrei de uma cena interessante do filme "O Resgate do Soldado Ryan" onde o pelotão de resgate se depara com uma casamata. Quando um dos presentes questiona o porquê de combater, já que esta não era sua missão principal (e sim resgatar o tal Ryan), o Capitão do pelotão interpretado por Tom Hanks diz algo como: "e deixar para os próximos que passarem por aqui?".  

Pra quem gosta de história este filme apresenta vários detalhes e curiosidades sobre alguns termos que utilizamos nos dias de hoje, como de onde saiu marcar a velocidade em "nós" ou o termo "grogue" (ração de rum com água  usada como barganha pelo capitão com a tripulação). Como também a lendária disciplina e hierarquia da marinha (se você questiona a rigidez de determinadas instituições, imagine perder o respeito de seus comandados em um barco em alto mar.

Algumas coisas que escrevi (neste post)  sobre gestão de pessoas pode ser visto no filme. 

Depois de reparado, o Surprise segue em perseguição a seu inimigo. Apesar de ser de classe superior, mais rápido e com mais canhões, o Capitão Jack agora tem informações importantes sobre fraquezas do Acheron pois um de seus marujos teve um primo que o ajudou a construir e descreveu seu frame.

A aventura passa pelo perigoso cabo Horn e também pelas ilhas Galapagos, onde a fauna isolada ajudou  a elaborar a teoria da evolução das espécies. No final, os dois navios se enfrentam em uma batalha bastante violenta e um deles sai vencedor.


Apesar de gostar de militarismo e as virtudes militares, gosto de poucos filmes do tipo. Pretendo falar de mais três deles no futuro.

Como disse, este filme apresenta lições de liderança e disciplina interessantes, além de alguma ação bem feita.


Nota 9.

Dia 6 foi aniversário do Dia D, onde a liberdade atingiu com força a Europa sob o reinado de terror do socialista Adolf Hitler. Nosso EB,  marinha e a recém criada FAB estavam lá. Sou grato.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Dando passos sozinho na carpintaria

Olá amigos, 

Ainda não é hora de eu descrever o melhor modo de se tornar um carpinteiro como me pediram nos comentários, mas prometo que quando chegar a hora farei um post bastante completo. O máximo que posso dizer é como eu fiz, e como teria sido o melhor modo. Isso também fica mais pra frente.

O que quero comentar hoje é que estou a menos de 2 meses neste ramo e já estou desenrolando trabalhos mais complexos sozinho.

Minha evolução está bastante rápida, sei operar todas as ferramentas mais comuns, medir, nivelar, cortar, pregar, colar furar, parafusar... Tão rápido quanto o pessoal mais experiente, talvez por estudar em casa e treinar do mesmo modo como os melhores carpinteiros fazem. Isso mesmo, eu pego a ferramenta e ensaio o movimento algumas vezes como os coroas do youtube ensinam.

Material pra estudo é vasto e 100% grátis, e identifico o que as pessoas estão fazendo naqueles programas de reformas.

Chego na obra e executo de modo natural, pois observo as dicas e erros comuns.

Nas últimas semanas trabalhei exatamente igual aos profissionais, e hoje instalei a armação para um piso de madeira bem complicada sem supervisão.

Observei 5 níveis até agora:

1. Carregador de lixo e madeira
2. Ajudante que sabe operar as ferramentas, nivelar, etc
3. Carpinteiro que faz coisas complexas sozinho, lê plantas, mas faz do modo que mandam
4. Carpinteiro que propõe soluções e sabe fazer de tudo
5. Mestre de obras

Espero chegar ao nivel 3 de modo confortável em 1 ano de trabalho. Provavelmente vai dar certo, pois já vi gente com mais estrada que eu que não sabe operar determinada ferramenta, faz coisas de modo descuidado e mais parece cavalo de um troque só, e o pior é que ganham mais que eu.

O melhor modo de aprender é fazendo, pois só assim existe o risco de errar, e sem risco ninguém aprende nada. 

Em breve vou descrever as ferramentas necessárias pra iniciar no ramo, e as mais utilizadas nos diferentes tipos de carpintaria.